Os jogos e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual
A escola inclusiva deve pautar
seu ensino na concepção de que todos os alunos são capazes de aprender e que
aprendem de diferentes maneiras, cabendo ao professor conhecer seu aluno, descobrir
como ele aprende melhor e procurar favorecer esta aprendizagem.
Nesse contexto o professor
para atender a criança com deficiência intelectual deve organizar todo o seu
trabalho de maneira que possa estimular ao máximo o desenvolvimento das habilidades
cognitivas, motoras e sensoriais desta criança, fazendo uso de diferentes
estratégias metodológicas, materiais pedagógicos, atividades práticas e/ou
lúdicas que mobilizem seus mecanismos de aprendizagem (motivação, atenção,
memória, transferência e metacognição).
Assim gostaríamos de ratificar
a importância do uso dos jogos para favorecer a aprendizagem da criança com
deficiência intelectual, visto que os jogos contribuem para o desenvolvimento
cognitivo, motor, afetivo, bem como o desenvolvimento da linguagem e das
interações sociais. Ou seja, proporcionam a criança vivenciar situações de
aprendizagem que desenvolvem a concentração, a atenção, a imaginação, a
confiança e a autoestima.
Sugestão de jogo: História em Quadrinhos
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Nylse Helena S. Cunha: Criar para brincar.
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A.
Como montar o jogo
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Uma tira de cartolina com 7
cm de largura, riscada no sentido vertical, de 16 em 16cm.
·
Figuras selecionadas de revista
colocadas em sequencia na tira de cartolina, para formar uma história, de
acordo com o seguinte critério: uma figura é colada no meio do espaço de 16 cm,
entre os dois riscos verticais, e a figura seguinte é colada sobre o risco.
·
Depois serão cortadas nos lugares
onde foram traçados os riscos, separando a figura ao meio e interrompendo a sequencia.
B.
Descrição do jogo
O jogo consiste em um quebra cabeça a partir de uma história
sequenciada em quadrinhos, o qual poderá ser realizado em grupo ou
individualmente, sob a mediação e acompanhamento do professor.
O jogo poderá ser utilizado tanto na sala de recursos
multifuncionais como na sala regular, de acordo com os objetivos traçados pelo
professor.
C.
Exploração do jogo
·
O professor dispõe sobre a
mesa as peças relativas ao jogo e pede aos alunos que manuseiem as peças;
·
Explora com os alunos as
imagens das peças, fazendo indagações sobre as figuras que se encontram
incompletas e/ou completas;
·
Discute sobre o que é
necessário para montar as imagens;
·
Solicita aos alunos que monte
a sequencia da história juntando as figuras separadas pelo recorte;
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Solicita aos alunos que desmonte
e monte de novo destacando a importância da sequencia das cenas;
·
Discute com os alunos o que
acontece em cada cena;
·
Pede aos alunos que narre a
história.
D.
O que a utilização do jogo favorece
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Favorece o desenvolvimento da
linguagem e da interação com os colegas e professor.
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Estimula o pensamento lógico,
sequencia lógica e a discriminação visual.
·
Contribui para desenvolver a
atenção e a concentração dos alunos.
·
Permite ao aluno ordenar,
estruturar e elaborar estratégias para resolver o problema.
E.
Avaliação e anotações
O professor da sala de recursos deve avaliar a realização da
atividade analisando:
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Como o aluno executou a tarefa
(houve interação, participação)?
·
Como ele reagiu às indagações
feitas durante a realização da tarefa?
·
O aluno expressou-se
oralmente de forma coerente?
·
O que ele mais gostou de
realizar? E o que não gostou?
·
O tempo foi adequado a
realização da tarefa?
O professor pode reformular o jogo ou confeccioná-lo de acordo com
o que deseja desenvolver, pois o mesmo deve está de acordo com os objetivos
traçados para o aluno. Poderá ainda usar imagens do dia a dia do aluno,
valorizando o contexto onde está inserido, bem como seus conhecimentos prévios.
Outro fator
importante é o registro da história narrada, que caso o aluno não tenha ainda o
domínio da escrita o professor pode solicitar que um escriba faça o registro.
Fontes:
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O Lúdico e o Desenvolvimento
da Criança Deficiente Intelectual. Sônia Regina Corrêa Mafra. 2008
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Atendimento Educacional
Especializado e o aluno que apresenta Deficiência Intelectual. Coordenação da
Disciplina: Adriana Limaverde. Supervisoras de Conteúdo: Maria Rejane Araruna e
Rosa Maria Corrêa.